Beerpass + Zero Grau: parceria transforma estações de chope em pontos inteligentes de venda para o setor cervejeiro

Beerpass + Zero Grau: parceria transforma estações de chope em pontos inteligentes de venda para o setor cervejeiro

Integração acompanha a busca do mercado cervejeiro por eficiência, autonomia e novas oportunidades de venda

Tradicionalmente utilizado para manter barris refrigerados e servir chope diretamente da torneira, o kegerator ganha uma nova camada de tecnologia. Uma parceria entre a Zero Grau e a Beerpass integra refrigeração e autosserviço para transformar o equipamento em um ponto inteligente de venda de chope.

O kegerator com o autosserviço de chopp chega em um momento de estabilização do mercado cervejeiro, mas que também exige inovação e resiliência para continuar competitivo. Desde o grande “boom”, em meados de 2016, o setor cervejeiro enfrenta mudanças e novos hábitos de consumo. Parte dessas novas fases já vem desde a pandemia, em 2020.

Segundo o Anuário da Cerveja do Mapa 2026, de 2015 para 2016 houve um aumento de 48% no número de cervejarias registradas, indo de 336 para 493. Já em 2019, eram 1209. A partir daí os números, apesar de não terem diminuído em quantidades, se estabilizaram bastante. Conforme os últimos dados, atualmente são 1954 cervejarias.

“A pandemia chegou forte em março de 2020 e fez vendas e produção recuar de forma violenta. Em poucos meses o mercado percebeu que precisava de opções além do atendimento. Precisa de autoatendimento e delivery em uma escala jamais vista. Então nosso negócio de conservar produtos, alimentos e bebidas no ponto de venda se tornou crucial e a Zero Grau pode atender uma grande faixa de clientes que cresciam verticalmente”, relembra Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau.

Neste contexto, a implementação de autosserviço de chopp nos produtos traz uma perspectiva e oportunidades de venda. “Integrar nossos equipamentos com outras empresas que forneciam automações virou um excelente negócio para ambos. E melhor ainda para o cliente que ganhou autonomia e alta disponibilidade de chopp a qualquer momento do dia”, disse.

Contexto de mercado

Após o crescimento acelerado das cervejarias independentes, parte das empresas conseguiu se consolidar regionalmente, enquanto outras passaram a enfrentar dificuldades diante de mudanças econômicas, tributárias e do aumento da concorrência.

“O mercado mudou muito. Acompanhamos todo esse movimento e temos vários clientes que abriram suas cervejarias justamente nessa fase do boom e hoje vejo duas situações distintas: ou as marcas estão estabelecidas, conquistaram seu mercado regional e fidelizaram seus clientes, ou sofreram as consequências das mudanças de cenários econômicos e tributários”, analisa Leandro.

Segundo Spaniol, essa profissionalização exigiu investimentos em produção, armazenamento e estrutura de venda. Em alguns casos, as cervejarias que começaram com operações menores precisaram ampliar e se profissionalizar.

“Inevitavelmente é preciso crescer um pouco para conseguir se estabilizar. Podemos descrever microcervejarias que começaram a produzir de 3 a 5 mil litros mês lá no começo. E hoje para se manter tiveram que aumentar a produção, melhorar equipamento, comprar barris, chopeiras, câmaras frias de estoque. Tem empresa ainda pagando financiamento desse crescimento. Então, o que no começo era um movimento puramente por paixão pela arte de fazer chopp e cerveja artesanal, se mostrou um negócio ligado a um CNPJ que precisou se profissionalizar”, diz.

Crescimento de premium e o setor

As grandes companhias já estavam de olho no crescimento das cervejarias mais artesanais, que entregavam rótulos diferenciados ao consumidor. Com isso começaram a investir em produtos com maior valor agregado, a “premiumização”, como descreve a Ambev.

Se for analisado os demonstrativos financeiros da companhia, os resultados, em muitos períodos, foram impulsionados pelas marcas premium. Lá em 2020, no quarto trimestre, as marcas globais que eles classificam como premium cresceram dois dígitos, principalmente puxadas pelas vendas da Stella Artois e Corona.

No acumulado do mesmo ano, o portfólio premium cresceu mais que a indústria cervejeira. Se pularmos para os dias atuais os números continuam em alta, conforme o último demonstrativo divulgado em 2026, a linha premium teve um crescimento de aproximadamente 20% do seu volume no Brasil. 

Ainda assim, na avaliação do gerente, marcas regionais que construíram uma relação próxima com seus consumidores conseguem preservar espaço no mercado.

“Quem fidelizou seus clientes, não sofre tanto com o mainstream gerado pelas grandes como Ambev e Heineken. Cliente fiel não troca uma boa cerveja regional pelas premium das companhias. O restante do público sempre vai experimentar novidades. E nesse sentido, temos sim um percentual de clientes que vão migrar, testar e experimentar novas marcas sempre que surgirem”, disse.

Ainda lembra que a cerveja não é só um momento individual, mas sim um movimento de grupo. “Você junta os amigos para tomar uma cerveja no happy hour ou no final de semana. Então a escolha acaba sendo por grupos de afinidade, e isso também interfere diretamente no consumo. E as artesanais não caíram tão no gosto popular como se esperava no começo do movimento. E aí os amigos escolhem uma cerveja mais comercial e está tudo bem.”

Oportunidades de inovação e ampliação de canais de venda com o kegerator com autosserviço de chopp

É nesse ambiente de maior concorrência e busca por eficiência que soluções como o kegerator com o autosserviço ganham espaço. Para as cervejarias, o equipamento pode representar uma forma de ampliar a presença da marca, aumentar o número de torneiras disponíveis e criar novos pontos de venda direta.

“Percebo uma tendência das próprias cervejarias colocarem o autosserviço para rodar. No começo era algo que muitas distribuidoras (intermediários) estavam buscando. Hoje vejo esse movimento mais forte entre as pontas, ou seja, com quem produz (cervejarias) e com quem vende para o cliente final (bares e restaurantes). Com a consolidação e crescimento de diversas marcas em todas as regiões e consequentemente aumento da concorrência entre as marcas artesanais e as premiuns das grandes cervejarias, as próprias marcas locais estão buscando colocar equipamentos para conseguir assim, gerar mais vendas diretas e melhorar margens”, compartilhou.

O potencial da solução do kegerator com autosserviço de chopp também se estende a bares, restaurantes e estabelecimentos localizados em regiões turísticas ou com grande circulação de pessoas. Com a Smart da Beerpass integrada ao Kegerator da Zero Grau, o serviço pode funcionar de forma automatizada, reduzindo a dependência de um atendimento exclusivo para a retirada do chope.

“Ao mesmo tempo o bar e restaurante abre um serviço automatizado buscando clientes a qualquer horário e sem a necessidade de pessoas no atendimento. Isso continua muito forte em regiões turísticas, litoral e onde tem alto fluxo. O cliente final já está mais familiarizado com as vend machines e assim o fator tecnologia também deixou de ser uma barreira para o consumo no autoatendimento”, diz Leandro.

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